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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Os porquês

dupla personalidade é pouco para ela
que é bomba sem pavio
piso escorregadio

carrega um coração cheio de amor
ofuscado pela raiva
vazio
consumido pela carência
com muitas ambições
e nenhuma vontade de lutar

desistiu
de tanto tentar
se esvaiu
se é coragem, eu não sei

tinha um lar
mas não sentia-se em casa
tinha um corpo
contudo
jamais sentira sua alma

decidiu 
por si só 
que não faria falta
e dormiu
enfim,
paz.

Mais um pra você

Mudei o cabelo outra vez, você soube? É que vez ou outra a gente precisa mudar por fora para alcançar a mudança aqui dentro, você me disse um dia, mas nem deve lembrar. Todavia, você veio e ficou tanto tempo que mesmo trocando o visual um milhão de vezes, descobri esses dias que aceitar sua partida não tinha nada a ver com meu cabelo.

Eu te vi naquela última noite como eu nunca o vira antes. Nos despedimos e desatamos os nós que me prendiam a você da pior forma possível, no entanto, completamente necessária. Eu chorei no seu ombro como de costume sempre que bebemos juntos, confessei o pouco que tinha guardado e que estava me sufocando. Embriagada, engatinhei pelo chão com sentimentos mais lancinantes do que meus joelhos. Sua resposta doera mais que minha queda.

Você queria cuidar de mim e eu só queria que me deixasse em paz, que se fodesse. Porque eu estava fodida. Foi como nos pesadelos angustiantes que me fazem despertar suando frio e asfixiada, mas infelizmente eu já estava acordada. Então fui embora no dia seguinte como se não fôssemos mais do que meros conhecidos, como se não soubéssemos decifrar um a o outro mesmo sem dizer uma única palavra. 

De alguma forma foi bom. Eu nos vejo de outra forma agora, talvez leve um pouco de tempo até que você me desculpe - mais uma vez -, contudo, sinto-me muito mais em paz depois que toda essa carga foi arrancada de mim, agora que está tudo claro entre eu e você (não mais "nós"). Foram tantas idas e vindas que foi árduo identificar o final quando ele chegou, você compreende?

Eu me mudei. Não troquei de endereço, não saí do meu quarto, tampouco do apartamento. Peguei meu pedaço de volta, aquele que estava contigo. Me preenchi novamente e transformei-me mais uma vez.

sábado, 21 de maio de 2016

Efeito Borboleta


Eu pensei em mil coisas para voltar na cara de pau para vocês, escrevi alguns rascunhos e odiei todos. Então vamos começar com um pedido de desculpas: desculpem-me *insira corações rosinhas aqui*.

Sobre o Efeito Borboleta vocês já devem conhecer a teoria: "Segundo a cultura popular, a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo." (Wikipédia) No entanto, a minha teoria é que depois de ver uma borboleta ela te causa uma sensação tão agradável que o efeito da endorfina dura algumas horas ou até mesmo um dia inteirinho!

Mas hoje não tem textão, nem crônica, nem mais um dos meus mimimis (eu ouvi um amém?). Não! Hoje eu vim compartilhar com vocês essa minha nova paixão da vida: borboletas! Minha faculdade, inclusive, é repleta delas, juro. Lá tem muito verde, árvores e flores; caminhando para lá e para cá é impossível passar três minutos sem se deparar com essas lindinhas voando e espalhando polem por aí.

É claro que eu não resisto e saio clicando tudo (uma dessas vezes passou um cara perguntando se eu fazia biologia... Não moço! EU SOU DE EXATAS, EU JURO!). Então teve uma foto que me apaixonei e achei que seria legal disponibilizar para Wallpaper para o caso de alguém gostar e quiser usar também. 

Para salvar em alta definição clique aqui.

Espero que gostem. Prometo que vou dar meu melhor para manter o Café sempre quente e o papel sempre recheado de palavras. Estava morrendo de saudades! Mil beijos!

domingo, 8 de maio de 2016

I belong to nowhere


Ao meu redor nada parece familiar. Todo mundo fala algo sobre ter um lar, seja ele feito de concreto ou escondido em um abraço, fazendo-os sentirem-se seguros e acolhidos. Já eu, presumo não saber o que é isso. Meu quarto acoberta mil pesadelos, os livros revelam as realidades que lamentavelmente não me pertencem, o apartamento me sufoca e nenhum abraço almeja me abrigar.

Eu fujo dos meus reflexos, mas enquanto houver luz, é impossível sonegar minha sombra. Eu devia saber, é impossível encontrar-se no mundo quando se está perdida por dentro. Perdoa a intensidade, eu nunca aleguei ser uma lagoa rasa, estou mais para o Pacífico, o mais turbulento que você já viu. E como sendo um oceano sentiria-me em casa? Eu sou maremoto, onda e mistério. Encanta, destrói. Uma imensidão inquieta, desconhecida.

Estou por toda parte e pertenço a lugar nenhum.