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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Antídoto


Você me deu algo pelo que lutar. Pela primeira vez eu me vi fazendo planos, porque, se que saber, eu não sou esse tipo de pessoa, dessas que pensam no futuro, ao menos, não sem você por perto. E por um curto período eu não estava apenas vendo os dias passar e esperando que as coisas ficassem no seu lugar sem o mínimo de esforço, me arrancaste da inércia, nesse pequeno espaço de tempo eu tive mais que uma semivida.

Eu me permiti ser ludibriada por suas palavras porque não havia nada mais doce que o som da sua voz. E mesmo que agora tenha deixado um gosto amargo por todos os meus sentidos, me conformo com as lembranças adocicadas. Não que isso te isente do seu remorso ou da minha decepção, mas eu não pretendo lutar uma batalha que você deliberadamente já escolheu o final.

Você me ensinou a voar e cortou minhas asas logo depois, me levando ao chão numa queda brusca. E não sei qual é o fio que ainda me prende a você, mas ele está lá, fino e desgastado, pronto para romper em caso de tempestade. Espero que você tenha guarda-chuva e um lugar seguro, porque estou cansada de me molhar  por quem não se importa se eu vou morrer de frio. E você quase me congelou.

Eu quase te odeio.

Por ter me feito tão vulnerável. Acontece que foi a primeira e única vez que alguém penetrou minhas muralhas e despiu-me da minha armadura. Estou blindada.

sábado, 23 de julho de 2016

Sorteio literário e muito amor


Como vocês souberam no post passado, o Café está fazendo dois anos este mês, o que é novidade é que o Letras na Gaveta e o Caligrafando-te também! Pensando em fazer algo especial, Mari, Kelly e eu decidimos fazer um sorteio com alguns mimos para vocês. Algumas dorezinhas de cabeça e muito amor depositado no projeto depois, conseguimos deixar tudo lindo e em ordem para começar. 


As regras são bem simples:

1) Curtir as fanpages: do Café, do Caligra e do Letras.
2) Clicar em "Participar" nesse link.
3) Marcar três amigos nessa fotinha aqui.
4) Residir em território nacional.

O kit é composto por: 

 Um exemplar de O Pequeno Príncipe, edição de luxo com capa dura;
 Um exemplar de Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho, edição de luxo com capa dura em versão de bolso;
 Cinco marcadores EXCLUSIVOS;
 Dois letterings sobre os livros;


Estou apaixonada por essa caixinha e espero que gostem tanto quanto nós estamos gostando. Como a Kelly disse, é singelo, mas de coração. Você poderá se inscrever até às 23:59 do dia 23 de agosto, quando o sorteio for realizado, nós divulgaremos o resultado nas páginas e entraremos em contato com o ganhador, e caso este não responda em 48h, será realizado um novo sorteio. Bem como, caso o ganhador não tenha cumprido todas as regras, será desclassificado. O envio será efetuado em até 60 dias quando tivermos todos os dados em mãos.

Mil beijos!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

ESPECIAL DE DOIS ANOS: Café também faz aniversário!


"Mas o que está acontecendo, Rebeca?" 
O blog Café de Beira de Estrada completou dois aninhos nesse dia 17 e a página no Facebook completou três, isso mesmo, TRÊS anos cheios de amor no mês de maio que passou, dia 12 para ser mais precisa. Tem como transbordar mais amor?


Eu sei que o post está atrasado e que eu nem falei nada no aniversário da página, então fica aqui mais uma súplica por perdão para vocês. Agora, antes de tudo, prepara, pega sua xícara de café e uma pipoca, senta numa cadeira confortável e respira que o post vai ser longo. 

"Mas Beca, como que surgiu o Café?"
Depois de um longo relacionamento com a escrita e blogs frustrados que não foram levados adiante, nasceu esse cantinho tão cheio de amor que vocês conhecem. Escrever é minha paixão, é meu abrigo e uma das coisas que mais gosto de fazer, acho que vocês conhecem a sensação, né?

Agora vamos a sessão flashback, cafeinados! Recordando tudo (ou quase) que já houve nesse curto tempo de vida do nosso filho. Sim, porque o Café não é só meu, divido custódia com vocês, está na lei, não me questionem.

Os links mais legais:
 Os textos que eu mais gostei de escrever
 O primeiro post e texto do blog
 Primeiro vídeo do canal (que eu ainda morro de vergonha de assistir)
 Primeiro tutorial no blog
 Projeto de Blogueiros Universitário
 Um pouquinho sobre a autora

Agora que tal relembrar alguns dos layouts que já passaram por aqui? Quem acompanha o Café sabe que eu sou a louca dos templates... céus! Ainda bem que estou me tratando, porque olha, mexer com código já basta na facul que sou obrigada. Agradeço a compreensão.

Essa foi a primeiríssima cara do nosso bebê. *nostalgia* Só encontrei essa foto e não fiz backup do código (sinto muito por isso), na sidebar não tinha fotografia minha e ele era bem simples, um amor! Na época era disponibilizado gratuitamente pelo blog Difluir.

Amor demais por esse rosa, essas florzinhas! Foi um dos templates que mais gostei, ai ai, bons tempos... Vai me dizer que esse banner não era puro amor? E esse cabelo azul, miga?  É só mais um dos lays incríveis que a Karol disponibiliza zero oitocentos.

E quem lembra quando eu decidi ser gótica dark das trevas e deixei tudo pretão mesmo? Não ficou nem uma semana e eu passei para um azul e branco que também não me agradou por muito tempo:

Mas era um amorzinho também, diz aí. Ambos foram feitos por mim s2

Agora tá esse aí, pretinho e branco com toques vermelhos, que eu me virei para ajeitar e ficar bonitinho para vocês. Contudo, não é só disso que eu vim falar essa noite. Depois de tanto tempo por aqui, eu conheci pessoas maravilhosas (oi, John, oi Beca), aprendi muito com escritoras incríveis (oi Kelly, oi Mari), me identifiquei com os dramas de muitas delas (oi, Nessa, oi Gabi) e poderia passar horas listando tudo de mágico que eu vivi por aqui e todas as pessoas fantásticas que conheci através do Café.

Minha montanha russa emocional eternizada em palavras. Negando por aí qualquer relação com a realidade, alegando a todo custo que não passa de ficção. Entretanto, cá entre nós, tem mais de mim nessas linhas do que em qualquer outro lugar.

E por último, mas não menos importante, meu muito obrigada. Por pegarem no meu pé para escrever mais, pelos comentários lindos que me arrancam sorrisos e me deixam sem a menor ideia de como agradecer tamanho carinho. Muito obrigada por não desistirem do nosso café.

Mil beijos!
Com carinho, 
Beca.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Sobre quando eu descobri

Seu abraço é bem mais gostoso do que em qualquer uma das vezes que eu o idealizei. Seu olhar apaixonado me faz mergulhar no oceano que se esconde nas tuas íris negras e me traz paz. Seu beijo arranca-me o fôlego e sua presença transmite uma segurança que eu só senti contigo. Me encanta, me assusta, nada explica o efeito que você tem sobre mim.


Como prometido e cobrado centenas de vezes, ainda escreverei um livro com nossa história. Com todos os pedacinhos importantes, contando como não há nada no mundo parecido como que temos (porque, você sabe, somos muito pretensiosos). A gente saiu por aí desafiando o mundo tarde da noite com nossa postura imbatível e danças no meio da rua contra sua vontade. Nossa química foi instantânea e desde que nos conhecemos pela primeira vez nossa conexão é inegável.

Qualquer um que nos veja de mãos dadas pelas calçadas sabe que o amor chegou para nós e meu desejo é que ele faça morada, que esteja em cada cantinho da casa, em todas as trocas de olhares e em todos os dias das nossas vidas. Você é lindo. De todas as maneiras imagináveis, você me conquistou. E me roubou para si, e, por favor, não devolva.

E, meu amor, se você topar, dominaremos o mundo juntos.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Snuff


O clima não está dos melhores. Contudo, devo dizer que a brisa gelada e o céu esmaecido dão-me um certo conforto em relação ao desalento que me encontro, como se estivesse tudo bem a chuva cair lá fora e as lágrimas aqui dentro. Qualquer dor não incomoda mais, as aceitei como parte de mim agora, porque é tudo que eu sei sentir. É como eu me sinto viva, ou o oposto disso. Porque todos temos vazios e é assim que eu preencho os meus.

Prometi não me sentir mais assim, prometi te procurar para evitar atitudes estúpidas. Mas algo que você devia saber é que eu não sou de cumprir promessas. E a consternação é algo que eu carrego, desculpe, não dá para mudar algo tão intrínseco. Eu tento acreditar quando você declara seu amor, quando me conta palavras doces e diz sentir minha falta, mas nem sempre eu consigo. Desculpe por isso também, não é sua culpa minha falta de fé em mim ou em qualquer coisa.

Estou farta de escrever sobre como não me encaixo em lugar algum. Como todos os dias eu me sinto menos conectada a qualquer coisa, exceto você. [Sempre há um "você".] Sempre há juras de amor que não duram. A cada hora, um fio a menos me prende aqui. E com "aqui" eu não quero dizer apenas onde estou agora.

A falta de motivos sólidos para tamanha angústia só aumenta o paradoxo. Torna-o mais intenso. Quanto mais eu me afundo, mais difícil fica sair. Eu só queria sentir um pouco menos.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Fica

Ele tem a barba rala nas laterais e deseja que elas cresçam mais rapidamente, um cavanhaque comprido e o bigode simétrico. Olhos negros, a pele pálida. Cabelos desgrenhados, quase sempre cheios de gel, a fim de domá-los, embora eu goste muito mais quando ele luta para mantê-los fora da testa e ri enquanto o observo fazer isso. Seu sorriso me faz sorrir e quando sua íris repousa em mim, é como se pudesse ler cada pedaço meu, decifrar cada enigma e me montar como um quebra cabeça.

E talvez ele possa.


Seu interesse em mim me fascina, me instiga. Sua voz me desconcentra das atividades mais simples e quando ele canta, ah, quando ele canta, o vazio enche-se de cor. Eu o conheço. Eu o sei por inteiro. Seus anseios, seus medos, seus sonhos, anjos e demônios. Podemos ficar horas calados enquanto nossas almas se conversam.

Nos conhecemos de dentro para fora. Nos encantamos pelos nossos monstros antes mesmo de saber nossos rostos. Nossa história daria uma trilogia mais intensa que os romances do Nicholas Sparks. E quanto mais fugimos para longe um do outro, mais nossos polos opostos se atraíram. Se ele pudesse se ver como eu o vejo, se apaixonaria por si mesmo também. 

Eu sinto sua falta antes mesmo de dizer adeus. A saudade do abraço que nunca demos quase dói. Eu o amo.