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domingo, 25 de setembro de 2016

A analogia do extraterrestre e a Terra no feminismo

Eu estava conversando com minha diviníssima amiga Madu do blog Entrelinhas e a gente sempre debate questões sociais, ideais, pessoas repulsivas e fanfics. A bola da vez foi sobre o texto que você provavelmente já leu sobre um rapaz contando como foi transar com uma vítima de estupro (sim, esse é o título do texto). Eu achei uma leitura sensível, intensa e interessante; compartilhei no meu perfil pessoal. Uns dois dias depois da sua viralização, observei dezenas de mulheres no meu feed indignadas com tal comoção.

"ESTUPRADOR! Ele claramente forçou o ato e o descreve linha por linha.", li em um dos comentários. Eu não tinha pensado por esse lado e ainda não sei se penso. É uma longa discussão sobre um texto que pode ter sido manipulado ou não, que gera milhares de analises e também má interpretações. Discorrendo brevemente sobre ele e não sendo uma vítima de estupro, darei meu ponto de vista: uma vítima de estupro tem muitos gatilhos e mesmo que esta queira o ato sexual, vai ser difícil livrar-se deles. Cada movimento pode liberar sensações ruins. Li de algumas mulheres que já passaram por isso que manifestaram-se e disseram que quando contam aos caras sobre isso eles geralmente vão embora. Sendo assim, é ainda mais árduo "quebrar as tais barreiras". Ele foi compreensivo e paciente, ao que entendi em suas palavras no texto. Como disse minha amiga, "ele tava só contando um causo que aconteceu há anos e que mudou a forma dele de ver o mundo e a cultura do estupro".

Dito isto, a conversa seguiu tratando milhares de assuntos e como vemos muitas manas do nosso (de todas nós mulheres) movimento feminista odiando homens desconstruídos/desconstruindo-se. Por que se o nosso objetivo é desconstruir preconceitos e culturas machistas? Então para que tanta repulsa? Tem os babacas que querem roubar nosso local de fala e cagar regrinhas? Tem. Contudo, também tem os que estão ten-tan-do e lutando para ser melhor, evoluir. Exemplinho: Gregório Duvivier que às vezes pisa na bola? Pisa, reconhece o erro e pede desculpas. E o que eu vejo de gente descendo o pau (perdoe a expressão) nele não está no gibi. Eu erro, você erra, todo mundo é passível de erro. Vocês por acaso preferem os otários que fazem merda 24/7 e lutam avidamente para nos desmerecer do que quem está se esforçando para ajudar? Really?


Madu levantou esse quesito de forma pertinente: "Me incomoda demais feminista que se preocupa mais em fazer textão explanando porque homem não pode participar do movimento do que em fazer justamente o que eles estão tentando fazer, que é derrubar certas barreiras". E não, eu não estou levantando bandeira para homem nem os defendendo, não é meu papel, entretanto, me incomoda tamanha agressividade quanto a isso.

Temos outros exemplos também, no entanto, vou deixar que você mesma(o) os cace em sua memória. O que acontece é que eu também já reproduzi discursos machistas, e como! Porque era tudo o que eu conhecia, era o que ouvia de todo mundo. À vista disso, em algum momento da nossa conversa eu fiz uma analogia que eu nem sabia que era tão boa e a Maduzita mandou-me escrever um texto sobre ela e cá estou eu, escrevendo. Demorou para chegar aqui, todavia, a gente precisava de uma contextualização. 
Nós moramos nesse planeta e todo mundo te diz "olha, a Terra é plana", se você nunca viu a Terra de cima e ninguém nunca te contou também, como que você vai acreditar que a Terra é redonda? Mas aí você descobre isso e começa a espalhar para outros terráqueos a verdade. Então vem uns ETs, concordam com você e falam "a Terra é redonda mesmo" e nós terráqueos: "NOSSA! VOCÊ NÃO TEM DIREITO DE FALAR DA TERRA, VOCÊ NÃO MORA AQUI! ELA NÃO É DA SUA CONTA, EU SEI QUE É REDONDA MAS VOCÊ NÃO PODE FALAR NADA!" (em caps lock mesmo porque a pessoa em questão está sempre muito indignada). O extraterrestre está pregando a mesma ideia que você, inclusive para outros extraterrestres (porque, eles geralmente escutam mais uns aos outros). Não, eles não podem querer mandar no nosso planeta, entretanto, é muito bem vindo qualquer um que nos ajude a dispersar os ideais e a verdade sobre esse nosso planeta ser redondinho.
Bem didático, né? Euzinha feminista de coração que não gosta de dar espaço para distorcerem o que pregamos, nem atacar outras manas, vim apenas dividir com vocês minha forma de pensar sobre esse assunto no movimento. Aberta a discussões e argumentos, espero que compreendam o que tentei passar. Mil beijos do fundo do meu coração! Mais amor e menos ódio entre nós.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Como diminuir a taxa de rejeição do seu site no Analytics


O que eu mais ouço nessa vida de blogueira com as colegas são as reclamações quanto ao Google Analytics. Perguntando-se porque as visitas de lá são consideravelmente menores do que as mostradas pelo Blogger ou porque a taxa de rejeição é tão alta. 

Em primeiro lugar, aprenda que as estatísticas do Blogger não são confiáveis. No começo a gente se frustra, no entanto, depois, com dados reais você pode entender o que precisa ser melhorado e se empenhar para crescer mais. E por que a taxa de rejeição no Google Analytics é geralmente tão alta? Na internet há sites robóticos que abrem milhares de páginas aleatórias diariamente, seja para coletar dados ou apenas gerar spam, e quando esses robôs fazem isso diversas vezes no seu site por milésimos de segundo, suas visitas aumentam, mas todo o resto cai. Dito isto, a solução é bem simples:

Vamos usar o Referrer Spam Blocker que vai filtra automaticamente para você a maior parte desses números indesejados no nosso Analytics e nos deixar muito feliz com o resultado. 


Clique em "Start Blocking" e em seguida em "Authenticate Now". Logue na conta que usa o analytics e dê a autorização (é confiável). Escolha a conta do GA que for referente ao seu site e clique em “Let’s do This”.

Assista a mágica acontecer... E pronto! Você está protegido contra o spam inútil que era gerado nos seus dados.


Se quiser checar os filtros criados, vá em qualquer página do seu Google Analytics e clique em Administrador, na barra horizontal superior. Na primeira coluna, abra a página "todos os filtros" e divirta-se.

Espero que tenham gostado do tutorial e que salve a vida de vocês também! Qualquer dúvida, deixa nos comentários que eu respondo rapidinho e se quiserem mais tutoriais como esse ou tiverem sugestões, é só pedir que eu faço com muito carinho. Mil beijos ♥

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Tudo


Seguramos o infinito. Nessa noite não precisamos de mais nada, porque você sabe, se engana quem pensa que ter o tudo basta, quando na verdade, o que buscamos é a sensação de que não nos falta nada. E você me deu isso, por algumas horas eu vejo um copo meio cheio¹. Trilhas sonoras de comédias românticas mal sucedidas de Hollywood ressoam na minha mente enquanto você sussurra uma música qualquer em meu ouvido.

Meu coração arde o peito bombeando sangue para as minhas bochechas ruborizadas, meu corpo afundado no seu abraço. Você não me deu o mundo, tampouco roubou as estrelas, você as carrega no olhar e isso é tudo. Nunca fizemos promessas, me confessou numa madrugada escondidos debaixo dos lençois que acreditava que elas amaldiçoavam os relacionamentos, eu dei risada e prometemos nunca prometer.

Quando nossos dedos se enlaçam, não é apenas uma mão segurando a outra, é você me dizendo que eu não estou sozinha. E quando você não está, a sensação vai embora. Quero dizer, eu tenho o tudo, mas sem você, vai sempre faltar algo. Sem você, o copo é sempre meio vazio.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

[...]

Esse post não é uma crônica, nem um poema ou um texto sobre o amor ou suas mazelas. É sobre mim. É sobre como estou tão cansada de coisas que eu ao menos sei o nome. É também um pedido de desculpas pela ausência, pelos comentários maravilhosos não respondidos e por sei lá mais o que. Ainda estou pensando se vou mesmo escrevê-lo e sequer publicá-lo, ser pessoal demais não é meu forte.

Eu sou melancólica, é uma característica inerente a mim, já aceitei. É o que me mantém viva e ao mesmo tempo me consome aos poucos. Há muitas pessoas a minha volta e ainda vejo-me sozinha. Quase que um fardo, na verdade, causando pequenos desapontamentos, decepcionando expectativas. Tudo bem que eu era a melhor aluna de física do colégio, como gosto de me gabar, e que matemática sempre foi minha especialidade, mas isso quer mesmo dizer que eu tenho que me dedicar aos números pelo resto da minha vida? "Mas você sempre foi tão inteligente", repetem outra vez. 

Eu não consigo mais sustentar a imagem que foi moldada para mim. Não consigo lidar quando não sou a primeira da turma, ou quando alguém me acha linda. Porque eu tenho sempre que ser a mais inteligente e porque nunca fui a mais bonita. Também não sei deixar as pessoas irem embora, revejo fotografias, reviro memórias e mando mensagens no meio da noite. Porque eu não sei lidar com a saudade.

Futuro. Deuses, essa palavra me assusta. Todo mundo tem planos, a maioria, ao menos, tem. Eu não sei se pretendo casar, tampouco penso sobre filhos, e não, eu não sei com o que quero trabalhar. E os ponteiros do relógio continuam girando, as páginas do calendário caindo e meu corpo inerte e pesado na cama se recusa a levantar. Eu não aguento o peso da minha angústia.

Aos poucos estou afundando-me num poço que insisto em continuar cavando, porque sair é muito mais difícil. Enfim, volto a dizer, ser pessoal demais não é meu forte.