Por: Rebeca Maynart | 2 Comentário(s)

Rebeca Maynart

quarta-feira, outubro 03, 2018
"Quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes desde então." (Alice)

Uma peça perdida no quebra cabeça infinito do universo, que sangra, metafórica e literalmente. Um insignificante grão de estrela em inexorável agonia, sob a magnitude dos astros celestes. Uma poesia infeliz e sorumbática, ainda assim, uma poesia — inapta a amar porque ser amada não foi algo que eu aprendi.

Nas minhas veias corre melancolia em forma de sangue, deprimida por natureza e feliz nas horas vagas, um ser sensível demais para um mundo tão duro. Há dias muito bons e há dias que preferia não ter saído da cama, sugada para o buraco negro do vazio existencial por uma força gravitacional mais forte que as leis da física.


Eu definitivamente não sei guardar segredos, embora finja que escondo centenas deles; pior ainda: sempre conto para as pessoas erradas e nos momentos mais inapropriados.

Palavras são, substancialmente, tudo o que eu tenho e a compulsão por escrevê-las resgata-me da minha intrínseca prisão. Subjugada à ansiedade e outros transtornos, que roubam meu sono e atormentam meus dias.

Eu sou uma confusão sem descanso. Eu sou feita de erros e mágoas, eu carrego fantasmas e lembranças. Eu sou fragmentos do que eu já fui dia e retalhos do que eu gostaria de ser.

2 comentários:

Tecnologia do Blogger.