Rebeca Maynart

"Quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes desde então." (Alice)

Sentimental, dessas que não escondem o tanto de coisa que carrega no peito: se quiser sair correndo, a porta fica logo ali; não que isso não vá machucar, no entanto, de rasa basta a piscina. Apelidaram-me de louca, meus amigos acreditam piamente que não sou normal. Ainda bem. Livrem-me os deuses de ser comum, rotineira, acomodada. Evolução é o que busco. "Sua mente, seu guia", costuma dizer uma amiga cheia das sabedorias interpessoais, aderi para mim. 


Vinte anos e tantos sonhos na bagagem quanto o céu tem estrelas. O jeito é de humanas, a alma é de exatas. Elogie meu intelecto e ganhe meu coração, ser chamada de linda é bom demais, mas ser brilhante é sensacional. Vivo de riscos, acredito que é melhor dar tudo errado e saber que tentei do que viver com o fantasma do "e se".

Amo com intensidade. Mergulho de cabeça. Atiro-me de aviões sem saber se estou com paraquedas (só nas metáforas mesmo, porque morro de medo de altura). Gosto de andar de ônibus, sei que todo mundo odeia, mas é que eu fujo de tudo que me deixe sozinha e dirigir deve ser solitário. Dou apelido aos meus amigos e me alimento de abraços. Dengosa até o último fio de cabelo, sou apaixonada por carinho.

Pessoas e situações inspiram meus textos, no entanto, jamais admitirei que aqueles versos apaixonados foram para alguém. Mas vez ou outra viajo em universos paralelos contando histórias que inventei. Gosto de escrever com a alma ao invés dos dedos e sou viciada em metáforas.

E, por fim, meu maior anseio é me encontrar.

"Com o passar do tempo, o aparecer das rugas, o nascer dos cabelos brancos, há de perceber que o objetivo da vida não é encontrar a felicidade, é encontrar a si mesmo. Encontrar-se para então o resto vir sozinho." (Rebeca Maynart)
↳ (escritor bom é aquele que cita a si próprio, né?)