Por: Rebeca Maynart | 3 Comentário(s)

A gente podia ouvir Lana del Rey juntos

sexta-feira, julho 12, 2019

Escritora de poesias cafonas, minha tendência é escrever cartas a destinatários que não as receberão. Aquele filme da Netflix é um plágio da minha vida, se quiser saber. Escrevo para não sufocar em palavras não ditas e declarações infundamentadas da minha mente perturbada por histórias de amor dramáticas (não adianta revirar os olhos, Shakeaspeare, o juri te considera culpado). Eu imerjo em contos de nós dois de mãos dadas na manifestação antifascismo e nosso Romeu e Julieta poligâmico se dá na luta de classes. Te fotografaria no por do sol, te levaria para o Museu de Arte Morderna e mostraria meu Louvre particular.

Seu magnetismo moderno deixou-me ludibriada em um único encontro de frente pro mar, com conversas inesperadas e beijos gostosos. E agora meu tesão platônico é apenas estímulo para mais uma das minhas cartas de paixões efêmeras e desejos fumegantes. 

3 comentários:

  1. O romance da gatinha comunista haha
    De novo enalteço: você escreve com uma poesia e um sentimento que me tiram o fôlego. Além do vocabulário rico e da impecável escolha de palavras; meus parabéns. E muito obrigada, de novo, por compartilhar seus escritos.
    Isso faz a diferença.

    Com carinho, Yasmin
    www.entremcc.blogspot.com

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    Respostas
    1. Exatamente esse romance haha
      Muito obrigada mesmo pelo carinho, significa muito para mim <3

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  2. Entendo que ás vezes não importa o quão magníficas são as obras do Louvre. Se não houver interesse genuíno do espectador para uma fruição correspondente, elas são só obras.
    Eu não sei se deveria pensar assim, é que eu ando meio frustrado.

    Eu me pergunto o quanto da culpa dividimos com Shakespeare.

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