Por: Rebeca Maynart | 0 Comentário(s)

Eu não sei dizer adeus


Eu sei que vens aqui todas as noites buscando, nas entrelinhas dos meus versos, teu nome. Eu gostaria de ter os culhões para perguntar na sua cara como você se sente, mas ao invés disso, covardemente escrevo palavras imprestáveis e pergunto-me de longe quanto dano eu causei acidentalmente. E eu juro que dói por aqui também.

Eu queria ser o pedaço de céu que conheceste naquele mês de julho. A estrela do céu nublado de inverno, não o asteroide que cratera um corpo celeste de orbes tão lindas como as tuas. Esgotei minha cota de pedidos de desculpa, embora esteja no canto dos olhos o choro engolido que implora perdão. Outra vez.

Eu também sei que não posso mais continuar criando poesia sobre (o que sobrou de) nós. Mas se eu parar de te escrever, o que vai me restar de você?

(além de todas essas fotografias felizes de nós dois)

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