A primeira noite de setembro (quando me apaixonei por ti)


A primeira noite de setembro fez deste o dia mais bonito do ano, quando a calidez do teu sorriso preencheu-me de brandura pela primeira vez. Eu senti a serenidade de uma rosa. Com minhas pétalas nos seus dedos, você, ternamente, acolheu até meus espinhos.

Eu poderia te acordar escrevendo meu nome na tua pele com a ponta dos dedos todas as manhãs. Porque teus olhos negros e radiantes são mais belos que o pôr do sol em Santorini e o calor da tuas mãos aquece os arrepios que trazem os dias frios.

Nos azul do lençol que cobre minha cama, em renuncia à tua ausência, declarei a ti as três palavras cândidas que quase escaparam dos meus lábios espontaneamente tantas vezes antes na tua companhia. Nas águas imaculadas de onde os rios se transformam em riacho, vi os reflexos do nosso futuro.

Eternizo-te na minha estilística inspirada nos clássicos ingleses, porque ouvi dizer que se um escritor se apaixonar por ti, nunca morrerás. E em todas as nossas outras vidas eu vi o desenho imortal das estrelas me guiar até você.

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