Por: Rebeca Maynart | 0 Comentário(s)

À minha única rosa, toda minha poesia


Tu és momento amarelo, de quando o outono escorre na linha do horizonte e se derrama nas terras frescas do bosque. Tens a agilidade do ar e os olhos da lua, coberta destes mantos invisíveis que guardam tua intrínseca ternura. E que nada te toque senão as rosas do teu fogo incessante! Que nem o inverno pode murchar.

Teu corpo é a noite, o cosmo e a aurora, beijo o teu beijo e transbordo meu crepúsculo em teus braços. O envolto de tudo o que é sagrado, belo e romântico mora em ti. Tuas margens, teus rios, tuas ondas, são luz que dos meus pés sobem à minha cabeleira.

Nas tuas águas fiz meu território de beijos e relâmpagos e, antes do amar, meu coração já recordava a tua boca. Em teu abraço, abraço a eternidade de tudo que existe. E ainda que breve seja o meu tempo aqui na Terra, que seja todo ele na presença dos teus raios ardentes. Amar-te é uma viagem entre as águas e as estrelas, és o corpo celeste que traça minha órbita.

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