Por: Rebeca Maynart | 2 Comentário(s)

Uma bandeira colorida: Parada Gay 2015

segunda-feira, junho 08, 2015
Eu estava pensando sobre o que escrever hoje, já que minha meta é ter posts novos todos os dias. Logo eu, a garota de objetivos infinitos, que perde o entusiasmo no meio do caminho, estou aqui, dando meu melhor pela minha anti-procrastinação. Falando nisso, eu pretendia escrever sobre isso, adiar tudo, deixar projetos pela metade e decidir terminar num amanhã que nunca chega. Mas é inegável minha aspiração por assuntos polêmicos. Então lá vou eu, mais uma vez falar o que muita gente não concorda, amor para todos.
Eu estava tentando evitar esse tema, eu juro que estava, mas em todo lugar só se fala nisso, no meu feed centenas de pessoas compartilham tamanho desgosto com a situação. Do que se trata? A parada gay de ontem (7), domingo. 

(Fotografia retirada da matéria do G1)
O movimento já é repugnado por muitos, pelo simples fato de lutar por direitos oprimidos por uma maioria dominante (e preconceituosa). A grande bola da vez foi uma mulher "crucificada", supostamente zombando cristianismo. 

(Fotografia retirada da matéria do G1)
Em relação a essa imagem eu encontrei uma outra (no facebook) que foi o que me motivou a escrever esse texto.

(Encontrei na página: Hipocrisia: A rainha absoluta)
Então, me diga? A sua revolta tem base em que? "Como querem ser respeitados se não respeitam a religião dos outros?", li tantas vezes que é difícil listar. Na mesma página dessa imagem, encontrei também o seguinte trecho:
"O ato da crucificação é onde a vítima é pregada pelos braços, pulsos e pés, levado e usado como "vergonha", feito de chacota por quem se acha "maior" que o outro. Horas de exaustão e pressão, é morto por asfixia e parada cardíaca. Vemos diariamente toda a classe LGBT ser morta e tratada como aberração simplesmente pelo fato de existir. Nessa imagem não percebo a artista Viviany Beleboni querer se comparar a Jesus Cristo e muito menos se igualar a ele, vejo a atriz representando a uma classe que é chamada de "minoria" e é vitima dia após dia de violência e morte da mesma maneira da crucificação."
Outro ponto a se expor aqui é que não se pode generalizar todo o movimento por que uma pessoa fez algo que você não concorda. Vejamos, e se eu categorizasse todos os católicos como assassinos por conta da idade média? E se eu condenasse todos os evangélicos de homofóbicos preconceituosos? E se eu dissesse que todo cristão é intolerante? Ou todo homem é cafajeste? Quando a generalização nos afeta, tudo toma outra proporção, não é?
Por que não falar sobre o lindo ato de cristãos que foram a parada gay apoiar a causa e desculpar-se por outros religiosos?

(Fotografia retirada da matéria do site Terra)
Ou das mães que foram à luta pelos direitos dos filhos? É tão mais fácil encontrar razões para odiar, difícil é amar, como (aos que acreditam) Jesus amou e disse para amar. Difícil é não julgar, difícil é aceitar as diferenças e amar ao próximo. É isso que falta, amor, e é também o que muitos tentam todos os dias destruir. A única coisa que se pede é igualdade, a obtenção de direitos que já deviam ser deles. A Parada Gay é um momento onde eles encontram pessoas que não vão julgá-los e apontar-lhes dedos ao se divertirem. É tão simples respeitar, não torne isso tão difícil, não seja mais um emissor de ódio, não seja mais um repetidor de discursos medievais. Pregue amor, seja amor.
Sabiam também que nenhum heterossexual foi morto durante o movimento, mas que muitos gays morrem todos os dias e sofrem agressões apenas por serem o que são? (Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, foram registradas 326 mortes de gays em 2014, sendo que 9 delas foram suicídio. Isso significa um assassinato a cada 27 horas, segundo o relatório)
E só para constar, dizer a um gay que ele vai para o inferno por ser gay, não te eleva ao céu por ser hétero, apenas mostra o quanto você é hipócrita (sim, porque na mesma bíblia que você justifica seus argumentos, diz que você não tem o direito de julgar alguém). 
Eu sempre faço esses textos enormes sobre causas que eu acredito, porque se ninguém se opor, nada mudará. Desde que faça ao menos uma única pessoa refletir, terá valido a pena.

E agora, um beijo cafeinado repleto de amor!

2 comentários:

  1. Isso se chama falta de informação. 1º Violência não escolhe entre homem ou mulher. 2º Nem todo assassinato são levados pelo mesmo motivo, isso seria vc ser muito superficial. 3º A gente tem uma classe fraca, que se diz oprimido ou seja por eles já são derrotados. Agora o mais importante, vc acha que os gays brasileiros sabem realmente o que é viver em país no qual existe preconceito? Não precisa acredita em mim, procura no google o que acontece com gays em Cuba, Rússia e China. Agora Jean Wyllis LGBT se veste de Che o maior assassino de gays da América latina. Sinceramente teria vergonha de apoiar um falso líder desse, seria mesma coisa de existir um Judeu Nazista. È ridículo. Fora a agenda política dos comunistas que precisa de gente burra para se perpetuar o poder. A ideologia de Gênero não vai salvar os gays, ser humano não gosta de ser humano, e mata ser humano independe de sexo ou gênero. Se vc estima o ódio das pessoas espere que um dia alguma dessas pessoa vai te matar.

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    1. Não entendi seu ponto. Eu não falei que apoio Jean Wyllis, e a maioria dos seus argumentos não me fizeram sentido. Eu não estimo ódio de ninguém, acho que me interpretou errado, sou a favor do amor e do respeito, só isso.

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