Por: Rebeca Maynart

Amores que não duram para sempre


Eu vejo você vagar por aí dizendo que amor não é para você, e que talvez essas coisas não te dão certo. Diz que não sei lidar com certas situações, mas é você que perde o controle quando me vê. Subitamente eu perdi também, por alguns instantes, antes de lembrar que não é isso que eu quero, o morno, meio-termo, carinho pela metade. Porque eu sou inteira, eu sou quente, eu sou intensa, e não posso esperar menos de alguém.

Eu esperei, confesso que por um tempo esperei você voltar correndo e dizer que cometemos um grande engano e que poderíamos superar tudo, mas isso não aconteceu. Admito também que me sinto aliviada por isso, sair do ciclo eterno que estávamos criando. Às vezes eu sinto sua falta e mesmo que você negue, sei que sente a minha também. Mas acabou, é isso, teve um fim. Um ponto final, sem mais reticências.

Ainda está tudo um pouco embaralhado aqui dentro, desatando os laços, seguindo adiante sem olhar para trás. Não dói mais, se quer saber, está tudo bem, sempre esteve. Tenho uma bela maneira de lidar com algumas coisas, embora me falte sabedoria para outras, encaro relacionamentos (sejam qual for) de forma muito espontânea, ou dá certo ou não dá. Como eu sempre cito, "nós aceitamos o amor que achamos que merecemos" (As Vantagens de Ser Invisível).

Eu já escrevi tanto para você, tantas cartas, palavras infinitas, verbos num gerúndio constante, e chegou a hora de escrever sobre o fim de nós e recomeço de eu e você. Agora eu tenho um lado da cama vazio, um último texto sobre você e um anseio pelo que o futuro ainda tem a oferecer.

Ah, e quem sou eu para falar de sentimentos? Eu só sinto muito.

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