Por: Rebeca Maynart | 0 Comentário(s)

Eu sou clichê, sim!


Hoje em dia ando meio perdida. Sou feminista assumida e a cada dia tento me libertar de qualquer corrente e dogma que me tenha sido imposto em qualquer momento da vida, mas ainda me pego presa aos padrões que supostamente deveriam libertar. Eu andei pensando muito no assunto que é algo que eu realmente queria escrever a respeito.
De um lado um machismo às vezes escancarado, às vezes mascarado, numa absurdidade de coisas cotidianas e práticas machistas que passam despercebidas, como quando você aponta o dedo para uma mulher com a roupa mais curta e mentalmente (ou até verbalmente) a tarja como vagabunda, ou outros adjetivos que muitos estão habituados a usar. Como quando sou obrigada a escutar "se fulana não se dá ao respeito, não sou eu que vou respeitar" (????????????????), oi?
"Você atingiu sua franquia diária de demência, por isso sua voz será bloqueada para você parar de passar vergonha."
Eu tenho tanta, mas tanta preguiça de gente assim que eu não perco meu tempo (e minha paciência) para explicar que não existe essa de se dar ao respeito, independente de você aprovar ou não a vida de alguém, você tem a sua própria vida para cuidar. Cara, isso é TÃO óbvio, que me pergunto porque tanta gente ainda fala tanta asneira.
Bom, em todo caso, ainda não é esse o foco do post. A questão é que adotei o feminismo para minha vida para me libertar e vejo tantas mulheres se prendendo novamente, só que ao extremo oposto.
Vamos conversar.
Se uma mulher não quiser se depilar, isso é da conta dela.
Se uma mulher quiser se depilar, isso também é da conta dela.
Se uma mulher gosta de contos de fadas e quer um amor clichê e super romântico, isso é da conta dela.
Se uma mulher odeia contos de fadas, odeia relacionamentos ou romantismo, PASMEM!, isso também é da conta dela.
Obrigada.
De nada.
Digo isso porque vejo pessoas contra o movimento, vejo mulheres do movimento contra outras mulheres do movimento, simplesmente porque pensam diferente.
Mulheres, homens, sejam livres! Sem etiquetas, eu só quero ser quem eu quiser ser!

Eu me sinto meio boba fazendo esse tipo de post, mas eu não resisto a lutar pelo que acredito (vocês me conhecem).

Um beijo!

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