Acabou

terça-feira, abril 07, 2015

Já me acostumei tanto com suas idas que quando você parte, já não dói mais. Parece natural, o que é absurdo, porque de natural, ir e vir pela minha vida, não devia ter nada. É como se eu já soubesse que não há nada a me preocupar porque estranhamente algo nos suga de volta um para o outro, e isso também é nocivo. Eu sei também, no entanto, que uma hora as portas se fecham, o navio afunda, não importa a metáfora, uma hora, a gente sai de verdade um do outro. Eu de você, você de mim.


Nosso papel juntos foi rasgado em tantos pedaços que ficou difícil juntar os fragmentos. Me pergunto para onde estávamos indo quando decidimos, assim, parar pela última vez e não mais continuar. Embora ainda haja dúvidas, não é um fato tão verídico se levarmos em conta a bagagem de vezes que isso se repete ao longo do tempo. Tão próximos de dois, vinte e quatro. Apenas alguns dias, mas não chegamos lá também. Chegamos a algum lugar afinal?

Talvez para mim, o adeus seja tão difícil e tão fácil ao mesmo tempo. Eu digo tchau e dentro de mim algo ainda grita "fica", mas dessa vez você não fica. Dessa vez as malas estavam prontas e você foi embora.

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