Por: Rebeca Maynart | 2 Comentário(s)

Oh, 2017... (Carta número 3)


O ano ainda nem acabou e eu já sinto a necessidade de escrever sobre ele (e secretamente agradecer por estar chegando ao seu final). Porque anos novos, você sabem, trazem aquele sentimento de que podemos conquistar o mundo e que tudo o que estava errado ficou no passado. E somente lá.

Dois mil e dezessete só não foi pior que seu antecessor. Ele arrancou pessoas da minha vida com garras afiadas e nenhuma perspectiva de devolução. Afundou-me outra vez na areia movediça do meu psicológico e absorveu-me para o mais fundo e cego abismo de mim – do qual eu pensei que jamais sairia. Abandonei sonhos, renunciei os planos e parei de pensar no futuro, pois, no meu íntimo, acreditei que este não existiria.

E como toda boa história a ser contada, as reviravoltas chegam para todos. Aproximei-me de pessoas tal forma que jamais imaginei. Recebi apoio que segurou minhas mãos e disse que afogar-me não era uma opção. Apaixonei-me. Senti o verdadeiro significado de amor, perdão e amizade. 

Dois mil e dezessete foi um soco na cara, como os que eu levava nas classes de Muay Thai quando baixava a guarda e, todavia, é assim que aprende-se a lutar. Alguém me disse que só sabe bater quem sabe apanhar, então apanhei. Foi um dos anos mais difíceis da minha vida, mas eu passei por ele e devo fazer algumas menções honrosas porque eu não teria conseguido sem alguns anjos da guarda: 

Meus pais e minha avó por seus amores incondicionais;
Minha tia que acolheu-me em seu lar por quanto tempo necessário fosse e me cuidou tal como uma filha;
Minha prima por todo amor e risada que tornara tudo mais leve;
Minha pessoa que entende-me como ninguém e é a melhor irmã que o universo poderia ter me presenteado;
Meu namorado por sempre enxergar minha melhor versão e cuidar de mim não importa onde esteja;
Minha madrinha e padrinho por, mesmo distantes, fazerem-se presentes;

E por último e não menos importante, todos os meus amigos, insubstituíveis e de valores incalculáveis. Eu amo cada um de vocês com todas as veias e aortas do meu coração e a palavra que melhor define meu ano é, definitivamente, gratidão.

2 comentários:

  1. "Abandonei sonhos, renunciei os planos e parei de pensar no futuro, pois, no meu íntimo, acreditei que este não existiria." chega um momento da vida que não ligamos mais para o futuro, né? A gente simplesmente torce para que amanhã seja um dia melhor e que as coisas se encaixem como deveria. Mas se não dá certo, a gente levanta e vida que segue. 2017 foi um ano péssimo pra mim, acho que para o mundo em si. Mas ainda carrego a esperança de que 2018 vai surpreender (positivamente, por favor!) ♥

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  2. Muito bonita e sincera sua carta, Rebeca. Apesar das dores, devemos focar nos ensinamentos trazidos, não é? 2017 foi um ano mesmo pesado, acho que todo mundo sentiu um pouco disso. Que 2018 seja generoso pra você, pra nós! :)

    um beijo,
    acid-baby.blogspot.com

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